Por meio das práticas tradicionais do jejum, esmola e oração, o cristão expressa o empenho à conversão. Com o jejum "aprendemos a superar o egoísmo para viver na lógica da doação e do amor fazendo com que o amor a Deus seja também amor ao próximo", explica Bento XVI. Diante de um mundo que idolatra os bens materiais, os cristãos devem saber usá-los retamente e não se prender a eles.
Já na oração "encontramos tempo para Deus, para entender que 'as suas palavras não passarão', para entrar naquela comunhão íntima com Ele 'que ninguém nos poderá tirar' e que nos abre à esperança que não desilude, à vida eterna", salienta o Papa, destacando que com a graça do Sacramento da Penitência os fiéis podem caminhar com decisão para Cristo.
Assim, "mediante o encontro pessoal com o nosso Redentor e através do jejum, da esmola e da oração, o caminho de conversão rumo à Páscoa leva-nos a redescobrir o nosso Baptismo", refere Bento XVI.
O Bispo de Roma ressalta que o percurso quaresmal encontra o seu cumprimento no Tríduo Pascal, particularmente na Vigília Pascal, onde "renovando as promessas baptismais, reafirmamos que Cristo é o Senhor da nossa vida" e "reconfirmamos o nosso firme compromisso em corresponder à acção da Graça para sermos seus discípulos".
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