segunda-feira, 28 de março de 2011

Terceiro Domingo da Quaresma


O ITINERÁRIO DA CONVERSÃO DA SAMARITANA
A meio da Quaresma, meditamos, neste 3º Domingo, a conversão da Samaritana, no encontro com Jesus, junto ao poço de Sicar, na Samaria, desviada do Deus dos Patriarcas e entregue à adoração dos ídolos dos pagãos.
O caminho da conversão da Samaritana evoca os Patriarcas, no seu percurso de fé e torna presente o povo do Êxodo, vivendo o deserto da presença de Deus e, ao mesmo tempo, das tentações e da fraqueza dos seus pecados da infidelidade ao desígnio de amor do seu Deus libertador da escravidão do Egipto.
A “água viva” que a Samaritana vai receber de Jesus, como o “Dom de Deus” (Jo 4, 10) que a transformará, lembra a água prodigiosa que brotou do rochedo, pela misericórdia de Deus e por intermédio de Moisés: No deserto de Massá e Meribá, isto é, da “prova” e da “questão” surgiu a água que o povo bebeu, em resposta à tentação: “O Senhor está ou não está no meio de nós?” (Ex 17, 7)
A Samaritana vivia no deserto da sua vida de infidelidade a Deus, na perversão do amor entregue ao prazer e ao pecado, passando de marido em marido, à procura da felicidade enganosa. Tivera cinco maridos e o que tinha naquele momento também não era dela, como Jesus leu na sua vida (Jo 4, 18)
No deserto, a Samaritana encontrou Jesus e teve a ousadia de O ouvir falar sobre a história do Povo sempre amado por Deus e sempre reconduzido à conversão e à vida da obediência a da paz. Foi a palavra de Jesus, foi o próprio Jesus, que é a Palavra de Deus, que conduziu aquela mulher pecadora, à purificação interior e a uma vida nova. É esse o sentido daquela água que Jesus lhe deu: “A água que Eu der tornar-se-á uma nascente a jorrar para a vida eterna” (Jo 4, 14).
No caminho da Quaresma, a Samaritana é um apelo para nós, para darmos passos numa nova conversão a Deus, e na renovação da graça que recebemos no Baptismo, ao unirmonos a Jesus, na Sua Morte e Ressurreição. Deus fala-nos todos os dias, dizendo-nos palavras de amor e de perdão. Aceitemos o que Deus nos diz, reconheçamos os nossos pecados, para regressarmos transformados humana e cristã.

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